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segunda-feira, 24 de abril de 2017

10 PERSONAGENS DE DESENHOS ANIMADOS DE FORMA REALÍSTICA

Eles foram desenhados como seriam na vida real e alguns ficaram engraçados, outros assustadores

Seja criança ou adulto, todo mundo gosta ou pelo menos já gostou um dia de desenhos animados, eles vem fazendo parte da vida de toda uma geração há quase 100 anos. Muitos deles já ganharam versões em 3D, o que não chega a ser uma mudança drástica do 2D, as características continuam, só que em três dimensões.

Isso é bem diferente das versões em filmes, onde atores reais interpretam personagens de desenhos animados, e muitas vezes dependendo do desenho, tem que ser adaptado à formas mais humanas, o que acaba perdendo um pouco das características originais.
Mas você já pensou como seriam personagens desses famosos desenhos se fossem de verdade? É isso que você verá a seguir. Alguns ficaram assustadores, já que a intenção foi de fazê-los de forma bem realística, como é o caso do Stitch, de Lilo & Stitch .

1. Philip J. Fry - Futurama

Você certamente já deve ter visto essa imagem (desenho) do Fry circulando pela internet, pois ela se tornou um meme, então é bastante usada em diversas situações.


Philip J. Fry ficou no mínimo assustador.

2. Patrick Estrela - Bob Esponja

Até que o melhor amigo do Bob Esponja ficou simpático haha!


 A versão realística de Patrick Estrela.

3. Sr. Burns - Os Simpsons
O arrogante e ganancioso Sr. Burns ficou bem fiel ao desenho.


 Sr. Burns realístico.

4. Pikachu - Pokémon

Em modo ataque, o Pokémon mais famoso de todos, Pikachu, perdeu a sua fofura. 


 Pikachu na sua versão realística.

5. Homer Simpson - Os Simpsons

O desajeitado pai da família Simpsons, Homer.


Homer versão realística.

6. Mickey - Mickey Mouse

Muita gente esquece de que o personagem mais famoso da Disney, é um rato, então se ele fosse de verdade, não seria tão fofinho igual no desenho, né?


 Mickey Mouse realístico.

7. Bart Simpson - Os Simpsons

O filho rebelde da família Simpsons na vida real seria assim. Um pouco assustador, né? Haha!


 Bart Simpson realístico.

8. Stitch - Lilo & Stitch

O monstrinho Stitch também não ficaria nada fofinho como é no desenho, afinal, ele é um monstro. Já imaginou ter um bicho desse de estimação?


 Stitch realístico.

9. Timmy Turner - Os Padrinhos Mágicos

Timmy Turner até que não ficou assustador. Vale lembrar que este personagem já foi interpretado pelo ator Drake Bell, e obviamente as características dele não eram 100% fieis.


 Timmy versão realística.

10. Lula Molusco - Bob Esponja

Lula Molusco, o polvo rabugento de Bob Esponja , ficou parecendo personagem de um filme de terror. 



Fonte: iChloe - iG

sábado, 22 de abril de 2017

CURIOSAS CRENÇAS E COSTUMES DOS BUDISTAS


Há uma arvore sagrada na Índia que, segundo dizem, nasceu da mais estranha semente do mundo:
um palito. Um dia, o grande Buda, conta a lenda, deixou seu palito de dentes cair no chão e eis que dele brota uma árvore.
***
Uma vez, relatam as sagradas crônicas da Índia, Buda foi atacado por um elefante. Imediatamente, matou o animal com as flechas do seu amor e prosseguiu, ileso, o seu caminho.
***

Ser um sacerdote budista implicava o abandono de muitos prazeres da vida. Esses sacerdotes, ou Bhikhus, como eles mesmos se denominavam, eram obrigados o abandonar tudo quanto é música e dança. Não lhes era permitido ir ao teatro, jogar, ou presenciar qualquer jogo. Nunca podiam entregar-se aos prazeres das discussões ou dos gracejos. Não podiam comprar ou vender coisa e ter dinheiro em seu poder. E não podiam jamais casar-se, ou mesmo conversar com uma mulher, ou para ela olhar.


No decorrer dos séculos houve conversões bastante estranhas ao budismo. A mais estranha, talvez, foi a do rei Asoka. Este rei, de acordo com a lenda, era um tirano cruel. Mantinha uma prisão chamada o “Inferno de Asoka”. Promulgou um édito determinando que, quer que entrasse naquela prisão, dela jamais sairia vivo. Um dia um santo budista, que tinha encerrado na prisão de Asoka, foi lançado numa caldeira de água fervente. Mas recusou-se a ficar cozinhado. Imediatamente o carcereiro mandou chamar o rei Asoka e mostrou-lhe o milagre. Quando o rei se voltou para ir embora, o carcereiro, por brinquedo, lembrou-lhe que ninguém era permitido sair da prisão com vida.


- Muito bem, - disse Asoka. – Admito que mereço a pena de morte. Você morrerá, porém, em meu lugar.
E ordenou que o carcereiro fosse mergulhado dentro do caldeirão com água fervente.
Quando regressou ao palácio, o rei Asoka começou a pensar naquele estranho milagre do santo budista, que saíra ileso da caldeira. Sentiu horror de sua própria vida e atentou à beleza da religião budista. E logo se converteu ao budismo. Abandonou sua práticas cruéis, e daquele dia em diante viveu uma vida tão santa quanto a do Buda. Conta-se que edificou nada menos de 84.000 templos budistas.
***
A religião cristã nos fala de um só inferno. Os budistas japoneses, porém, acreditam em 128 infernos. E o domínio dos infernos budistas é uma criatura pouco simpática. Tem dois chifres, nariz chato, dentes enormes e garras nas mãos e nos pés. Fica de tocaia às moças, para seduzi-las e aos rapazes, para chupar-lhes a medula.
Um templo é bem um lugar para um budista meditar e orar. Mas lugar melhor ainda é uma cachoeira, no inverno. O devoto budista deve colocar-se debaixo de uma cachoeira e ali ficar rezando durante quinze minutos. Depois sai de lá, de pele enregelada e de dentes matraqueando, mas com a alma completamente purificada.
Enfim cabe dizer, o budismo abrange uma variedade de tradições, crenças e práticas, baseadas nos ensinamentos atribuídos a Siddhartha Gautama, mais conhecido como Buda (páli/sânscrito: "O Iluminado"). Buda viveu e desenvolveu seus ensinamentos no nordeste do subcontinente indiano, entre os séculos VI e IV a. C.

BEBIDAS TÍPICAS DO NORTE E NORDESTE BRASILEIRO

Aluá

O aluá é uma bebida refrigerante de origem indígena, feita com a fermentação de grãos de milho moídos. No Acre e no resto da Amazônia é comum se usar o milho triturado ou a farinha de milho. Em outras regiões, como por exemplo em Belém, se usam cascas de frutas como o abacaxi, raiz de gengibre (esmagada ou ralada), açúcar ou caldo de cana e sumo de limão. Também chamada de aruá.
No estado do Ceará existe uma versão da bebida feita de pão branco, cravo da índia e adoçado com rapadura preta.

Cajuína
Uma taça de cajuína

A Cajuína é uma bebida típica do nordeste brasileiro, sem álcool, clarificada e esterilizada, preparada a partir do suco de caju, no interior da embalagem, apresentando uma cor amarelo-âmbar resultante da caramelização dos açúcares naturais do suco. Preparada de maneira artesanal, é muito comum nos estados do Ceará e Piauí. Foi inventada em 1900 pelo farmacêutico, cearense por adoção, Rodolfo Teófilo1 (* Salvador, 6 de maio de 1853 / + Fortaleza, 2 de julho de 1932) que pretendia com ela combater o alcoolismo. Ele a via como um substituto benévolo da cachaça.
A Cajuína, adotada como símbolo cultural da cidade de Teresina é considerada Patrimônio Cultural do Estado do Piauí.
Em média, 200 ml de cajuína tem 62 kcal.
A produção da cajuína é feita através dos seguintes processos:
·         Extração do suco do caju;
·         Filtração;
·         Adição de gelatina (para a retirada da substância que dá a sensação de "travamento" na garganta);
·         Separação dos taninos;
·         Clarificação.
O cantor e compositor Caetano Veloso compôs uma música intitulada "Cajuína", em que cita a bebida.

Melaço
Melaço

O melaço é resultante da etapa de centrifugação, no processo de fabricação de açúcar. Contém açúcares redutores e parte de sacarose não cristalizada. É utilizado na fermentação para produção de álcool, em especial o etanol, como matéria-prima para fabricar cachaça, rum, fermentos biológicos e é usado largamente em rações animais. Nos antigos engenhos-banguê, era subproduto em decantação, sendo chamado, então, mel de furo.
A palavra "melaço" da língua portuguesa deu origem à palavra "molasses" da língua inglesa, com o mesmo significado.

Na alimentação
O melaço é utilizado na alimentação desde o tempo do Brasil colonial.
É um bom suplemento alimentar, como fonte de carboidratos e ferro e no combate à depleção proteica e aos baixos teores de hemoglobina.

Na medicina
O melaço, quando atacado por uma bactéria nociva à cana de açúcar, apresenta um biopolímero semelhante a um tecido. Esse produto está em processo de análise e produção de vários componentes utilizados na medicina, inclusive próteses ortopédicas biodegradáveis.

Outras aplicações
Cada tonelada de cana produz de 40 a 60 kg de melaço. Desde o início do século XVII foi utilizado para a produção de um destilado que nas colônias inglesas nas Américas recebeu o nome de rum, nas francesas tafia, nas espanholas aguardiente de caña e na portuguesa (Brasil) aguardente de cana e depois cachaça.
Atualmente é empregado, principalmente no Brasil, também como suplemento para forragens volumosas para gado de corte, suplemento para alimentação de porcos e cavalos, adubação orgânica, adubo foliar, cicratizar o pé de batata após chuva de granizo, pulverização do milho, confecção de molde na indústria de fundição, confecção de refratários, revestimento de forno e na massa de tijolo na indústria cerâmica, dar consistência à porcelana, fabricação de briquete em mineração, dar consistência ao papelão e à casquinha de sorvete, em pneus, em velas para filtro de água, produção de proteína, levedura para panificação e antibiótico.4 Ademais, é utilizado como umectante para fumos usados em cachimbos de água, como o Narguile.

terça-feira, 18 de abril de 2017

GRUPOS DO WHATSAPP

Cansou dos mesmos papos? Descubra e participe de novos grupos no Whatsapp...

Sabia que você pode participar de grupos diversos no Whatsapp sem ser necessariamente convidado? Pois é!  Uma extensão do navegador Chrome chamada Grupos para Whatsapp permite que os usuários pesquisem e participem de grupos por meio do aplicativo para a web. Basta ir na parte de extensões do Chrome e instalar. Depois disso, é possível navegar por grupos de piadas, música, moda, futebol, jogos, filmes e séries, concursos públicos, motivação e muitos outros. Quem sabe você não encontra o amor em algum dos chats? Outra coisa interessante é que se você possui um grupo e quer atrair participantes, pode divulgá-lo. É só colocar o nome do grupo, título, descrição e o link para convite do grupo.






Veja como fazer: 1. Vá na parte de extensões do Chrome, clicando aqui. Pesquise a extensão "Grupos para Whatsapp" e, em seguida,  clique no botão "+ usar no chrome"; 



2. Adicione a extensão e aguarde a instalação;



3. Pronto! Para usar a extensão, clique no ícone que passa a aparecer no canto superior direito (a bolinha vermelha com contorno preto);



4. Agora você pode escolher grupos de acordo com o seu interesse. Basta clicar em cima dos temas que deseja e os grupos ligados a eles aparecerão.



5. Clique em "Entrar" para participar.


Se quiser que seu grupo faça parte das listas, é só ir na opção "divulgar grupo" e preencher os itens solicitados.


quarta-feira, 12 de abril de 2017

LULA PRESO

Por que Lula não foi preso? Ele será? Quando?
– explicamos e respondemos essas três questões.


É compreensível que a Operação Lava Jato, diante de todos os avanços e algumas circunstâncias inéditas (como a prisão de empresários poderosos e políticos influentes), acabe por provocar reações apaixonadas – e dos mais diversos lados. Também dá para entender quando alguém mais afoito dispara indagações do tipo: “o que falta para fulano ser preso? Por que ainda não foi? Vai algum dia”?, entre outras.

Neste post, falaremos do ex-presidente Lula, que já foi conduzido coercitivamente, acabou de ser delatado por Marcelo Odebrecht e é réu em cinco ações. Vejamos.

POR QUE LULA NÃO FOI PRESO?

Na Operação Lava Jato, como em qualquer outro procedimento congênere, há duas hipóteses de prisão: antes do julgamento (temporária/preventiva) e depois dele (condenação/pena). Ao contrário do que houve com outros, Lula não teve prisão preventiva nem temporária decretadas, e há quem diga que isso decorra de uma estratégia de comunicação diante dos fatores políticos e das comoções que pudessem ocorrer na época.

Independentemente disso, embora faça sentido um raciocínio estratégico assim, fato é que agora ele já responde aos processos na condição de réu e, portanto, não são mais cabíveis essas modalidades de prisão, a menos que algum fato superveniente (e não é o caso da delação) venha a demonstrar algum risco que enseje o pedido de preventiva ou temporária.

ELE SERÁ? QUANDO?

Para ficar mais objetivo, reunimos essas duas questões. Em suma: impossível saber SE será, pois os casos estão ainda em fase de julgamento. Porém, SE FOR, isso acontecerá apenas após a condenação EM SEGUNDA INSTÂNCIA. Mesmo se for condenado poo Sergio Moro ou outro juiz (ele tem processos com outros dois), ainda assim não haverá prisão. Será preciso que o tribunal endosse eventual sentença condenatória – e a pena privativa de liberdade, por fim, também depende do tempo de condenação e outros fatores.

PORTANTO

Sim, nós temos leis penais e de execução assim. Alguns outros réus ficaram direto na prisão porque ali já estavam, cumprindo preventiva ou temporária. Os demais, como em qualquer outro caso, só recebem esse tipo de pena após condenação em segunda instância.

Desse modo, embora todos estejam com nervos mais exaltados, é ainda assim contraproducente atacar a Lava Jato porque alguém “ainda não foi preso”. Não há o que fazer, a lei é assim, ela precisa ser cumprida.

Fonte: Implicante

terça-feira, 11 de abril de 2017

PORTUGAL: FISCO E SEGURANÇA SOCIAL

Fisco e Segurança Social levam 41,5% do salário médio dos portugueses.


Os impostos e contribuições para a Segurança Social levaram, em média, 41,5% dos salários dos portugueses em 2016, tendo em conta trabalhadores com salário médio e sem filhos, ligeiramente menor do que em 2015 (42,1%).

De acordo com os dados divulgados esta terça-feira pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), do total de impostos que incidem sobre os salários dos trabalhadores portugueses 13,4% diz respeito a IRS, 8,9% refere-se às contribuições para a Segurança Social a seu cargo e 19,2% às contribuições pagas pela entidade empregadora. Portugal é (a par da República Checa) o 12.º país entre os membros que paga mais impostos, acima da Grécia (40,2%) e de Espanha (39,5%), numa lista liderada pela Bélgica (54%) e pela Alemanha (49,4%).

Portugal fica ainda acima da média da OCDE, que em 2016 foi de 36%, de acordo com o relatório Taxing Wages. Segundo a OCDE, no caso dos trabalhadores casados e com filhos, os impostos e contribuições para a Segurança Social representaram no ano passado 28,2% do seu rendimento bruto, com Portugal a cair para 17.º lugar nesta categoria, mas a permanecer acima da média dos países-membros (26,6%).


Fonte: Observador

BRASIL x EUROPA

video

CAFÉ PUSHKIN

Esta é uma daquelas histórias que daria um bom romance ou um excelente filme.
Há mais de 50 anos, o lendário cantor francês Gilbert Bécaud visitou Moscou. Quando voltou a Paris, escreveu a canção "Natalie" e dedicou-a à sua guia russa.
A canção diz qualquer coisa como: " Caminhávamos à volta de Moscou, visitando a Praça Vermelha e tu dizes-me que aprendeste coisas sobre Lenine e a Revolução, mas eu só desejava que estivéssemos no Café Pushkin, a olhar a neve lá fora, a beber chocolate quente e a falar sobre algo completamente diferente ... "
A canção tornou-se incrivelmente popular em França e, obviamente, todos os turistas franceses que iam a Moscou tentavam encontrar o famoso "Café Pushkin."
Mas nunca o conseguiram encontrar, uma vez que existia apenas como uma fantasia poética na canção de Bécaud.
Mas em 1999, esta fantasia poética tornou-se realidade quando um artista franco- russo Andrei Dellos e Andrei Mákhov, abriram o Café Pushkin numa mansão barroca histórica na Rua Tverskoy.
E o mais fantástico desta história? 
Bécaud, o cantor francês que inspirou tudo, cantou "Natalie" na inauguração do restaurante.
Mas agora maravilhem-se com o interior e todos os pormenores deste café restaurante absolutamente fantástico.














segunda-feira, 10 de abril de 2017

PÁSCOA? E O COELHO COM ISSO?


Todo ano é a mesma coisa: supermercados abarrotados de pessoas que querem comprar um ovo de Páscoa. Não muda. Entra ano, sai ano é sempre a mesma coisa. Ô povo insatisfeito!
Acho que o consumismo, essa tara por comprar que tem o ser humano remonta aos tempos dos Dinossauros! Deve ter alguma coisa a ver com sobrevivência. As pessoas correm para comprar como os homens das cavernas corriam atrás de suas presas para comer!

Isso deve estar ligado a competição: "Quantos ovos eu conseguir comprar, quanto maior o ovo que eu conseguir comprar, mais poderoso serei!" E isso não se limita somente a Páscoa, claro, está presente em todas as datas ditas "comemorativas": dia das mães, dia dos pais, dos namorados, natal... Por outro lado acho que essa ânsia em comprar deve ter algo a ver também com a tendência natural do ser humano de ser enganado. De gostar de um engodo. O porque eu não consigo entender. Acho que nem Jung conseguiria explicar.

Mas voltando à Páscoa, veja só o coelho. O coelho, definitivamente, não é um animal ovíparo! Mesmo assim o comércio da Páscoa apela ao felpudo bichinho para atrair suas "presas".

O simpático engodo mistura história, gula e fé. A origem da Páscoa remonta aos hebreus, quando significava um ritual de passagem. Na cultura judaica, se comemora liberação e fuga do povo oprimido. Entre os cristãos, desde sempre, a data celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Tudo bem. Mas o que tem a ver o coelho com isso?! Por ser muito prolífero o orelhudo animal há muito representa a fertilidade. Na antiguidade, época de elevada mortalidade humana, o nascimento e a esperança de uma vida nova se reverenciava. E o ovo, onde entra?!


Contam-se várias histórias. No início eram decorativos, não para ser comidos. Coloridos, serviam de presentes para comemorar a estação do ano, a vida brotando da casca após o gelado inverno. Ostera, a deusa da fertilidade e do renascimento, na mitologia anglo-saxã, na mitologia nórdica e na mitologia germânica, era simbolizada na primavera e aparecia segurando um ovo na mão, observando um coelho saltitante aos seus pés: fertilidade e renascimento.

Um dia, no século XVIII, os franceses inventaram de fazer ovos de chocolate. A iguaria precisou, séculos antes, da descoberta do cacau na recém descoberta América. Foi Cristóvão Colombo que levou, em 1502, as primeiras sementes de cacau para a Europa, entregando-as ao Rei Fernando II. Foi um sucesso imediato!

Utilizado nas civilizações Maia e Asteca, o "xocoati" era bebida sagrada e medicinal, servindo aos rituais religiosos. Até as sementes de cacau tinham valor para os maias, servindo como moeda. Por exemplo: um zontli equivalia a 400 gramas de sementes de cacau. Enquanto quem tivesse oito mil sementes tinha, na verdade, um xiquipil! Cada coisa, não é?

De origem amazônica, o cacaueiro cresce à sombra, em meio à densa vegetação, formando uma árvore de médio porte. Os frutos, grande e escuros, penduram-se de seus galhos. Cada fruto contém em média 50 sementes, cobertas por uma polpa branca. Secas, moídas e torradas, as amêndoas fornecem o delicioso chocolate. Que, na verdade, nesse estágio não chega a ser tão gostoso assim.

A "domesticação" do cacaueiro ocorreu em 1746. Até então, seus frutos se coletavam nas árvores nativas da selva ou em plantios incipientes encontrados nas várzeas. No Brasil, a Bahia se tornou o principal polo produtor de cacau já na época da Independência (1822). Nascido na floresta amazônica, o cacaueiro adotou a Mata Atlântica como lar.

Na capitânia de Ilhéus o cultivo do cacau embasou, durante mais de um século, um ciclo econômico suntuoso. O poder dos coronéis, a sociedade, primeiro escravocrata, depois liberta, a boemia e o suor da jornada, o contraste da opulência com a miséria, os sonhos e as desilusões dessa rica e desigual sociedade emprestaram o cenário para romances de Jorge Amado, especialmente Gabriela, Cravo e Canela, entre tantos outros.

Os importadores de cacau, porém, reagiram contra o domínio brasileiro. Do solo baiano, a cacauicultura encontrou boa moradia nos trópicos da África e da Ásia. Líder inconteste durante décadas, o Brasil ocupa hoje apenas a quinta posição no ranking cacaueiro. O maior produtor mundial é a Costa do Marfim, seguido por Gana e Indonésia. Quem diria.

A concorrência externa complica a economia da região cacaueira em meados do século passado. O aumento da oferta mundial faz cair os preços, ameaçando a rentabilidade da lavoura. Em 1957 o governo brasileiro cria a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), órgão encarregado da pesquisa e do apoio à produção nacional. A ordem era modernizar o sistema de produção.

O sucesso da intervenção estatal, porém, se mostrou relativo. Nunca é fácil alterar usos e costumes, muito menos na agricultura. A oligarquia cacaueira ainda vivia iludida pela glória do passado. A cultura produtiva tradicional repele as mudanças e freia o progresso. O poder político sobrevive alimentado pelos subsídios públicos.

Assim, amparado pelo Estado, a economia local, mesmo debilitada, vai se mantendo até chegar a globalização e se abrirem as fronteiras da economia mundial. O país começa, pasmem, a importar chocolate. No começo, exporta matéria prima e compra chocolate pronto. Depois, passa a trazer de fora, inclusive, pasta bruta de chocolate.

Foi em 1989 que aconteceu o pior. A doença conhecida como “vassoura de bruxa” entra, criminosamente, no Brasil. O terrível fungo ataca as plantações, se expande nos galhos e seca os ponteiros das árvores. Dizima as lavouras. Os prejuízos foram terríveis.

A produção de amêndoas decresce de 460 mil toneladas, em 1986, para 170 mil toneladas em 2003. Estima-se que 200 mil empregos tenham sido perdidos, com perdas de US$ 1,4 bilhão. Aumenta o empobrecimento regional. A doença vegetal causa uma tragédia econômica.

Há uma década os agrônomos da Embrapa, junto com a Ceplac, desenvolvem novas técnicas de plantio, baseadas em clones vegetais resistentes à vassoura de bruxa. As novas mudas são enxertadas na copa das plantações adultas, que se revigoram. Mas o declínio da produção está patente.

Resultado: um terço do chocolate consumido no país agora vem do estrangeiro. Pois é. Boa parte dos ovos de Páscoa dessa semana santa traz, infelizmente, a marca enrustida do fracasso. Uma ironia da história.

Resta uma boa notícia. Plantado à meia sombra, por debaixo da floresta, o abandono das lavouras de cacau se compensa na regeneração da Mata Atlântica baiana. Ilhéus e, principalmente, Itacaré, tornam-se polos importantes de recuperação ambiental, favorecendo o ecoturismo.

Os coelhos, que adoram um mato, aprovam. Jorge Amado certamente se impressionaria. E você? Bom, você está sendo vítima de mais um engodo. Do jeitinho que os "homo sapiens" gostam.



domingo, 9 de abril de 2017

ANEDOTA: A ALEMÃ E O BRASILEIRO

Uma bela garota alemã casou-se com um brasileiro, e eles viveram felizes para sempre na cidade dele, no Brasil...


A pobre moça não se expressava nada bem em português, mas conseguia se comunicar com seu marido. O grande problema surgiu quando ela teve que comprar comida.

Um dia, ela foi ao açougueiro para comprar coxas de frango. Ela não sabia como fazer o seu pedido, então, no desespero, cacarejou feito uma galinha e levantou sua saia para mostrar as coxas. O açougueiro entendeu e lhe vendeu as coxas de frango.

No dia seguinte, ela precisava comprar peitos de frango. De novo, sem saber como se expressar, ela cacarejou como uma galinha e desabotoou sua blusa para mostrar seus seios ao açougueiro, que entendeu e lhe vendeu os peitos de frango.

No terceiro dia, a pobre garota precisava comprar linguiças. Incapaz de encontrar um jeito de fazer o pedido, ela trouxe o marido até o açougue...

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Você pensou besteira, né?  

Esqueceu que o marido dela é brasileiro e fala português?!!

LÍNGUA BONITA


'Língua bonita' com sotaque do Brasil leva tailandeses à sala de aula.


O ensino do português no país está centrado essencialmente na Universidade Chulalongkorn, em Banguecoque, com 20 a 30 alunos por ano, e onde o sotaque do continente americano atrai interessados.


Sasidisaya, Maturin e Natsima fazem parte do reduzido número de jovens que
aprende português na Tailândia, atraídos pela "língua bonita" que se fala no Brasil.
Natsima Tandikul, de 20 anos, estuda ciência política e decidiu ter aulas de português depois de um intercâmbio no Brasil, motivada pela possibilidade de falar com os amigos que fez por lá.

"Gosto muito da palavra 'saudade', falava muito essa palavra aos meus amigos do Brasil, que (palavra) fofa. A língua é muito bonita, é boa para explicar como a pessoa se está a sentir, (mas) é difícil porque é muito diferente da nossa", comenta.

Para Sasidisaya Sasisakulpon foi também o Brasil que lhe despertou o interesse pelo português. "Fiz um intercâmbio no Japão no ano passado. Lá encontrei muitos amigos brasileiros e por isso quis começar a aprender português", conta o estudante de educação musical.

Aos 22 anos manifesta um interesse particular por idiomas: além da língua materna, fala inglês, "um pouco de japonês", português e aprende espanhol.

Apesar dos tropeções, ao fim de um ano de aprendizagem, Sasidisaya fala fluentemente. Ainda assim, como considera a língua "um pouco difícil", com "muitas conjugações", recorre a truques que o 'obriguem' a contatar com o idioma fora das aulas. "O meu celular é em português e também jogo jogos em português", diz.

Se estes dois jovens falam com algum sotaque do Brasil, em Maturin Tanapun reconhece-se o espanhol, língua que estuda na universidade. Foi num intercâmbio à Argentina que a jovem de 21 anos contatou com o português, através de amigos.

"Quando eles falam é muito bonito, por isso quis aprender", explica.

Antes das aulas, o que sabiam de Portugal -- onde nunca estiveram -- tinha essencialmente que ver com a centenária relação histórica dos dois países.

Quando questionados sobre o que os motivou, são as razões afetivas que primeiro emergem, mas os três reconhecem que pode ser uma vantagem a nível profissional.

"É sempre melhor saber mais línguas porque se pode comunicar com mais pessoas. Quero trabalhar fora da Tailândia, ainda não sei onde, mas talvez num país lusófono porque agora falo português", diz Sasidisaya.

Já Natsima e Maturin partilham o desejo de voltar à América Latina e esperam que o português as ajude, quer no Brasil, quer num país vizinho.

Nuno Renca é professor dos três estudantes da Chulalongkor e reconhece que o Brasil tem um forte poder de atração, o que considera poder ser 'aproveitado' para evidenciar "a riqueza" da "distribuição geográfica" da língua portuguesa.

"O Brasil é o país do mundo lusófono com mais falantes de português e a presença da cultura brasileira é omnipresente. Toda a gente sabe o que é o Brasil. O que tentamos fazer é mostrar que o português é uma língua, apenas uma, com variantes, e isso acontece com todas as línguas internacionais", explica.

No entanto, nem todos contatam com a língua por via do Brasil: "Há um programa de ensino secundário que promove o intercâmbio de estudantes. Neste semestre há uma aluna que está a fazer 'minor' em Português e passou um ano em Sintra com uma família".



Aos alunos ensina-se que há diferentes formas de dizer as coisas, consoante o país, e "isso capacita o aluno e torna-o apto se um dia surgir uma oportunidade numa empresa brasileira ou europeia".

O professor, que já deu aulas em Timor-Leste, Pequim e Brasil, acredita que a presença lusófona na Tailândia tem de ser vista de forma "holística": "A economia está interconectada com a cultura. Quanto mais interesse houver pela cultura, isso gerará trocas económicas, mais empresários virão porque já conhecem e foram cativados por isso".

Assim, mesmo não havendo uma forte presença de empresas portuguesas na Tailândia, Renca acredita que faz sentido impulsionar a aprendizagem, em que cada aula contém "toda essa diplomacia cultural que consiste nos pequenos momentos do dia-a-dia".

O ensino do português está centrado em Chulalongkorn, sendo também disponibilizado na Universidade de Thammasat. Segundo o docente, o número de alunos "tem sido sempre muito baixo", entre 20 a 30 por ano, mas há expectativas de um impulso com a criação do prometido 'major' em Português.

Nuno Renca lamenta as reduzidas inscrições, principalmente comparando com países como a China, onde "em dez anos quadruplicou o número de estudantes", ou Vietname "onde há sempre muitíssimos alunos". Segundo o embaixador português na Tailândia, 200 alunos aprendem o idioma na Universidade de Hanói.

Atualmente, o português pode ser estudado como disciplina opcional ou através de um 'minor'.

"O sonho, o objetivo próximo, é a criação de um 'major', mas precisa-se de uma professora tailandesa", que se encontra a concluir o doutoramento em Portugal e é esperada para liderar o programa.

Fonte: Notícias ao Minuto